No cardápio das mesas com pessoas importantes do Brasil descrevia: “Barolo de cor rubi, aroma de frutas confitadas, toques terrosos e leves traços de funghi”. Trata-se de um vinho produzido na Província de Cuneo, Itália. É internacionalmente conhecido como o “rei dos vinhos e o vinho dos reis”. Em  Brasília, o menor preço da garrafa é R$ 466,00.

Há um ano atrás a ministra da Agricultura, Kátia Abreu jogou uma taça de vinho no rosto do senador José Serra (PSDB-SP) durante um jantar realizado na casa do senador Eunício Guimarães (PMDB-CE), presente também o atual Presidente da República, Michel Temer (PMDB-SP), na época vice.

A ministra conversava com alguns políticos e, segundo ela, “simplesmente o Serra chegou numa roda em que não tinha sido chamado e sem mais nem menos despejou: ´dizem por aí que você é muito namoradeira´”.

Renan Calheiros, tentou amenizar a situação constrangedora: “Serra, a ministra casou neste ano”.

Kátia respondeu a desqualificação feita por Serra no minuto seguinte:

– “Você é um homem deselegante, descortês, arrogante, prepotente. É por isso que você nunca chegará à Presidência da República. E, de mais a mais, nunca traí ninguém na minha vida”.

Em seguida, ela jogou o vinho – contido numa taça que tinha à mão – na cara do senador tucano. Assim ocorreu; Serra tinha ficado com o paletó, camisa e gravata tisnados de vermelho carregado.

A senadora publicou nas rede sociais: “Reagi à altura de uma mulher que preza sua honra. Todas as mulheres conhecem bem o eufemismo da expressão ‘namoradeira'”.

Serra explicou a graça: “Fiz uma brincadeira elogiosa num clima de descontração, mas foi mal recebida. Pedi desculpas”.

Leia sobre a  Senadora Katia Abreu.

Já que se constata que toda  mulher passa por esses comentários ridículos  ao longo da vida é importante adotar uma postura mais positiva, mais forte como a que a senadora Kátia tomou. Ela deve ter ciência de quanto os prostíbulos de luxo de Brasília lucram com os “namoradores”.

Que sirva de exemplo. Não devemos em nenhuma hipótese aceitar desrespeito pela nossa condição feminina.

Leia mais do mesmo assunto vinho na cara aqui.

Linda Ostjen

Advogada, licenciada em Letras pela PUC/RS, bacharel em Ciências Jurídicas pela Faculdade de Direito da PUCRS, com especialização em Direito Civil pela UFRGS e Direito de Família e Sucessões pela Universidade Luterana (ULBRA/RS), Mestre em Direitos Fundamentais pela Universidade Luterana.
Escritório em Porto Alegre/RS, Av. Augusto Meyer, 163 conj. 304.
Email: linda@ostjen.com

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