Uma investigação realizada pelo jornal Indianapolis Star revelou que ao menos 368 ginastas americanas sofreram algum tipo de abuso sexual por parte de treinadores nos últimos 20 anos.

Segundo a investigação, a Federação de Ginástica dos EUA ignorou sistematicamente as denúncias das atletas, deixando, inclusive, de reportar às autoridades competentes de investigar tais crimes.

Segundo informa o El País, “o, muitos donos de academias e atletas em todo o país decidiam não se queixar à Federação sobre este tipo de situação por medo de perder o financiamento ou sofrer alguma repercussão negativa junto à organização”.

Os treinadores que eram acusados de abusar sexualmente alguma atleta eram demitidos, mas logo contratados por outra academia e assim por diante, sem perder suas credenciais.

Nada era feito.

Não temos como não ver as semelhanças desse caso com outros, como, por exemplo, dos estupros ocorridos em Universidades. Para que o nome da instituição não fique “manchado”, não perca financiamento, entre outras desculpas, denúncias de estupro são varridas pra debaixo do tapete.

Ao mesmo tempo, existe o medo por parte das vítimas de denunciar, principalmente porque sabem que “não vai dar nada” e, pior, elas que sofrerão consequências negativas ao fazerem a denúncia.

É preciso seriamente se discutir cultura do estupro e empreender esforços para que as vítimas, tais como essas corajosas atletas, não se intimidem em denunciar seus agressores.

Fonte da notícia: http://bit.ly/2gNQHzz

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