Então, podemos concluir que o crime compensa. Eu não me conformo com esse bandido ser contratado para jogar em um time de futebol!

Qualquer dia o Nardoni é solto. Ele irá trabalhar cuidando de crianças em uma escola?

Como pode um sujeito fazer o que o goleiro Bruno fez e estar sendo contratado por um clube de futebol?

Eu não entendo mais nada. Quando os meus filhos faziam aulas de futebol os treinadores exigiam o boletim para verificar o bom desempenho na escola e, se por ventura, algum colega tinha o comportamento  inadequado era convidado a sair da escolinha de futebol.

Porque “esporte é saúde, naquele tempo. E agora vai empregar assassinos?

Pessoal, o  ser humano é dotado de uma consciência moral, que o faz distinguir entre certo ou errado, justo ou injusto, bom ou ruim, com isso é capaz de avaliar suas ações; sendo, portanto, capaz de ética. Os psicopatas e sociopatas não sofrem e não se arrependem, mas sabem que não estão fazendo a coisa certa.

Se você pede um cartão de crédito emprestado você deve manter a palavra e pagar o que gastou no cartão alheio. Há quem passou por isso, observa no seu irmão o comportamento e a falta de caráter, mas faz o mesmo. É descumpridor da sua palavra, traidor e sem ética igual às pessoas que tanto critica.

Ética é o conjunto de valores, que se tornam os deveres, incorporados pela cultura e que são expressos em ações. A ética, portanto, é a ciência do dever, da obrigatoriedade, a qual rege a conduta humana, qualificando-a do ponto de vista do bem e do mal. Um atleta, não pode ser um assassino, pois não combina com o espírito esportivo.

O nível de consciência baixo parece ser a tônica da sociedade atual e ética no futebol pode ser entendido como um campo de estudo composto de incontáveis formas de relações humanas, todas elas passíveis de serem examinadas pela ótica das orientações éticas e dos valores morais.

Podemos pensar apenas como ilustração, em algumas imagens do cotidiano, tais como: crianças jogando bola na escola, adolescentes improvisando uma pelada na praia, estudantes disputando uma partida no campeonato universitário, homens discutindo a atuação do árbitro numa conversa de bar, a mãe matriculando o filho numa escolinha de futebol, um casal de namorados comprando ingressos no estádio. Podemos relembrar  em cenas que são vistas pelo grande público, como os jogadores da seleção emocionados ao ouvir o hino, um técnico explicando a derrota de sua equipe numa entrevista ao vivo, o craque do time sendo fotografado com o patrocínio estampado no uniforme, a festa de despedida para um atleta consagrado, torcedores brigando nas arquibancadas em dia de clássico. 

3h atrás

O Boa Esporte não parece intimidado com a enorme repercussão negativa e a fuga de patrocinadores por causa da contratação do goleiro Bruno Fernandes. Está marcada para esta segunda-feira uma reunião na sede do Grupo Góis & Silva, principal patrocinador do clube de Varginha (MG), na qual os diretores da empresa exigirão que o Boa Esporte desista da contratação de Bruno. Nem mesmo a ameaça de rescindir o apoio faz o atual campeão da Série C do Brasileirão reconsiderar sua ideia.

“A chance de desistirmos da contratação de Bruno é zero!”, afirmou o diretor do clube,Roberto Moraes, ao comentar a posição do Grupo Góis & Silva. O proprietário da empresa, Rafael Góis, confirmou que a reunião acontecerá na sede da Góis em São Paulo, às 11h (de Brasília) e que o acordo com o clube, válido por mais três anos, será rescindido caso a chegada de Bruno seja oficializada. “Anunciaremos nossa decisão ainda nesta segunda”, garantiu.

O jogador de 32 anos deve assinar contrato nesta terça-feira, em Varginha. O Boa Esporte se defendeu das críticas ao dizer que está cumprindo sua “obrigação social” ao dar uma chance ao goleiro. Bruno estava preso desde 2010, acusado de participação no assassinato de sua ex-amante, Eliza Samudio. Em 2013, ele foi condenado a 22 anos e 3 meses pelo sequestro, assassinato e ocultação de cadáver, mas, como não teve seu recurso julgado desde então, conseguiu sua liberdade provisória no dia 24 de fevereiro, por decisão doministro do Marco Aurélio Mello, do STF.

Fonte da ultima parte do texto: revista Veja

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