Homens e mulheres estão na mesma atmosfera, usufruem do mesmo local, dançam na mesma pista, ouvem a mesma música e tem à disposição cardápio idêntico do  bar, mas, para entrar na festa, o preço é  distinto. O ingresso feminino menor ou a mulher não paga.

Por quê?

Concluo que o objetivo é o seguinte: – mulheres atraem homens, deixam a festa mais interessante, portanto vamos facilitar a entrada de mulheres.

Nesta linha, a mulher presta um serviço ao dono da balada, ao organizador do evento, pois atrai lucro e mais consumidores homens.

Assim, as mulheres são reduzidas à mercadorias ou  produtos, entram muitas vezes “sem pagar até a meia noite” enquanto  os homens pagam e consomem muito mais bebidas, para estar em um ambiente lotado de mulheres.

Para o dono do evento deixar mulher entrar de graça tem a  intenção de lucro no ato, apenas isso. Certamente não há preocupação na questão da proporcionalidade salarial entre os gêneros, a lógica é simples, ou seja,  um evento cheio de mulheres atrairá mais homens que bebem e comem mais, ou seja, gastam mais dinheiro em balada.

Há maioria das mulheres não se importa em pagar menos, não entende  a benesse e o lucro de sua presença,  tampouco percebe o serviço que prestam aos donos dos eventos.

Há quem questione que a lógica de preços diferenciados é ilegal, já que não respeita o princípio constitucional da isonomia entre as pessoas.

O Procon de São Paulo, em  Bauru, autuou estabelecimentos que cobravam preços diferenciados para homens e mulheres.

Essa prática não é machista é dinherista.

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