De onde veio a expressão “Até tu, Brutus”?

Uma pessoa próxima  trair a confiança de outra é algo tão antigo que é comum dizer uma frase com mais de 2 mil anos de existência na hora de mostrar surpresa com as atitudes de alguém: “Até tu, Brutus?”

Segundo o professor de língua portuguesa Ari Riboldi, a frase remete a uma famosa história da Idade Antiga. No século I A.C., o imperador romano Júlio César foi vítima de uma conspiração de senadores para tirá-lo do cargo. Entre eles estava o seu filho adotivo Marcus Brutus.

O complô resultou no assassinato do imperador a punhaladas pelo grupo de senadores.

Na hora da morte, Júlio César reconheceu o filho entre os seus algozes e proferiu a frase. “Até tu, Brutus, filho meu?”. “É uma frase célebre que, com o tempo, adquiriu um sentido simbólico”, afirma Riboldi.

JUDAS ESCARIOTES

A Bíblia não oferece um relato muito preciso a respeito das ações de Judas, mas, de acordo com as escrituras, ele teria levado soldados até o Jardim de Getsêmani, situado no Monte das Oliveiras, onde Jesus estava rezando. Uma vez lá, Judas identificou o nazareno com um beijo no rosto e, segundo dizem, Cristo não só sabia que seria traído pelo apóstolo, como não fez absolutamente nada para impedi-lo.

De acordo com o relato de Mateus, após a morte de Jesus, Judas se arrependeu de suas ações, devolveu as 30 peças de prata e se enforcou de tanto remorso.

Por outro lado, outras versões do ocorrido sugerem que o apóstolo não devolveu o dinheiro coisa nenhuma e morreu acidentalmente.

Seja como for, muitos estudiosos da Bíblia consideram os motivos que levaram Judas a trair Jesus um grande mistério, mas uma das teorias mais populares é a de que ele foi motivado pela ganância.

Se esse for o caso, sabe por quanto o apóstolo entregou o Filho de Deus? As 30 peças de prata equivaleriam hoje a uma soma entre US$ 3 mil e US$ 4 mil, aproximadamente — ou algo em torno dos R$ 10 mil e R$ 14 mil.

Linda Ostjen
Advogada, licenciada em Letras pela PUC/RS, bacharel em Ciências Jurídicas pela Faculdade de Direito da PUCRS, com especialização em Direito Civil pela UFRGS e Direito de Família e Sucessões pela Universidade Luterana (ULBRA/RS), Mestre em Direitos Fundamentais pela Universidade Luterana.
Escritório em Porto Alegre/RS, Av. Augusto Meyer, 163 conj. 304.
Email: linda@ostjen.com

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