Quais são os principais equívocos qua as mulheres cometem quando resolvem se separar?

1. A ex-mulher profissional

Há mulheres que encaram o divórcio como uma profissão e empregam todas as suas forças para acabar  o ex-marido.

Acreditar que o juiz será capaz de resolver as diferenças que levaram o casal à separação ou de vingar a mulher que cuidou dos filhos a vida toda e foi “premiada” com a infidelidade do marido só vai tornar o processo judicial mais difícil, caro e doloroso.

“São casais que não conseguem dissolver o vínculo. Eles buscam resolver, na Justiça, as diferenças que levaram à separação”, diz o psicólogo Ricardo Vainer, autor de Anatomia de um Divórcio Interminável.

No final divórcio ambos encontram-se emocional e financeiramente devastados.

Sem falar que os juízes não levam em consideração a atribuição da culpa para favorecer uma parte ou outra com relação a pensão alimentícia, partilha dos bens ou guarda dos filhos.

“Entendo que, se não há mais afeto, o matrimônio está rompido. Trazer à tona a discussão da culpa só agrava ainda mais a animosidade entre os dois. O Estado não é capaz de dizer quem é culpado ou inocente, porque não sabe o que acontece na intimidade do lar”, acredita José Carlos Teixeira Giorgis, desembargador da 7ª Câmara Cível do Tribunal do Rio Grande do Sul.

2. Controlada pelo ex-marido

Não é porque ficou no mesmo apartamento e as contas ainda são saldadas pelo ex-marido que a mulher não tem direito à privacidade.

Ele continua com a chave de casa, costuma fazer visitas inesperadas em nome da convivência com os filhos e mantém  vigilância cerrada sobre a ex.

Esses  são atos humilhantes, pois esse ex-marido normalmente já tem outra e quer manter a ex-mulher sob o seu controle e na reserva técnica. Não permita isso.

Um dia a mais com o homem errado, um dia a menos com o homem certo.

3. Um novo homem vai salvá-la

Formar um casal é sensacional.  Viver em casal é bom. E é por isso que as pessoas casam apesar de tudo. Sem contar na maravilha de ter uma pessoa com quem se pode contar de verdade, dividir sonhos, planos, medos e inseguranças.

Com o rompimento a vida de casal termina e o seu mundo acaba.

A maioria das mulheres acreditam que só serão felizes outra vez se reconstruírem o casulo conjugal.

Perigo: Encontrar um urubu e acreditar que é um louro. Buscar  um salvador da pátria num momento de fragilidade emocional resulta quase sempre em escolha errada.

O ideal é você passar por um período de higienização mental e emocional, viver o luto e enfrentar toda a dor, tudo isso antes de se jogar no mercado.

Antes de assumir outro compromisso ou relacionamento, o ideal é esperar atingir certo grau de estabilidade emocional. E isso não acontece de um dia para o outro.

4. Cirurgia plástica e adolescência tardia

O período do divórcio  é comum o desejo de reencontrar a juventude. Voltar ao tempo em que tudo era doce e você estava bem (=jovem, pele linda, com grana, com amigos e convidado para todas as festas).

Lembre-se que o Botox, cirurgia plástica, academia, ginástica e lifting, em si, não garantem nem a felicidade nem a recuperação do amor-próprio.

“Costumo sugerir a meus pacientes recém-separados que escrevam uma lista com todas as coisas que deixaram de fazer enquanto estavam casados – e retomem algumas”, diz Jacy Bastos Lima, psicóloga e coordenadora do Grupo de Orientação a Descasados. Vale desde coisas simples, como tomar aulas de violão, até voltar a estudar ou trabalhar.

5.  Usar os filhos

O divórcio  é entre o homem e a mulher, não entre pais e filhos.

Usar os filhos para se aproximar do ex-marido, para chantagear emocionalmente o ex-marido, desprestigiar o ex-marido, explorar financeiramente o ex-marido, impedir que o ex-marido siga a sua vida… é um erro enorme.  Um relatório da American Psychological Association, nos Estados Unidos, examinou 33 estudos sobre o assunto e concluiu que filhos de pais divorciados podem ser tão bem ajustados quanto aqueles que vivem em famílias intactas – desde que possam conviver de maneira saudável com os dois.

Mulheres, homens, namorados e  até os casamentos passam pela nossa vida, mas os nossos filhos permanecem para sempre.

Filhos bem criados é uma das maiores fontes de satisfação para qualquer mãe. E no fim de tudo é só isso que importa.

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