O Nove significa novo e marca o final de um ciclo e o início de outro.

Segundo os estudiosos aquele que atinge a enêada, está bem próximo de atingir a manifestação divina nos três planos fundamentais para nós, seres humanos: o mundo do espírito, o mundo da alma e o mundo da matéria.

A numeração decimal é baseada sobre o número nove. Nove é o zero de um ciclo superior de numeração. Ele é, portanto, o começo e o fim, o alfa e o ômega.

Pitágoras, o maior estudioso dos números de que se tem notícia, afirmava que tudo no universo está sujeito a ciclos progressivos prognosticáveis e que as formas de se medir esses ciclos são os números de 1 a 9.

Ao atingir o nove estamos prontos para devolver ao universo alguma parte daquilo que se aprendeu através dos oito passos anteriores do ciclo.

Uma vez que o nove é o último dígito simples, indica realização, perfeição e consecução, as sementes para novos inícios e o fundamento para futuro crescimento no ciclo seguinte ou mais elevado.

A lei do ciclo não permite desperdícios e exige que aquilo que é aplicado se expresse como resultado.

Quando isso é feito prontamente, a realização experimentada sob o nove traz somente alegria com o dom da vida, e a liberdade para entrar desimpedido no ciclo seguinte.

Quem atinge o ponto onde está situado o nove, está no topo da expressão da vida e sabe voltar-se para indicar o caminho aos outros.

Lida com conceitos amplos, é paciente, reconhece que o verdadeiro caminho da felicidade é servir.

É com certeza, o número do mestre e representa a imagem daquele que já alcançou o lugar onde outros tentam chegar.

O nove possui a perfeição como meta.

Quanto mais evolui, mais provas, desafios e contrariedades estará apto a enfrentar.

Empenha-se em viver uma vida ideal e inspira os outros a fazerem o mesmo. A sua ampla filosofia toca e clareia a vida de muitos. Reconhece como ninguém que a evolução ocorre somente em longos ciclos de tempo. Nascido para servir, deseja fazer do mundo um lugar melhor para se viver.

Tem sede de conhecimento espiritual e uma ânsia por liberdade e sabedoria que transcende suas necessidades pessoais. Deseja viver uma vida ideal de acordo com suas inspirações e aspirações. Devido ao seu alcance responsivo para com o mundo, torna-se sinalizador para os outros.

Representa a integralidade da criação – 4 é o mundo material, a pedra cúbica; 5 representa o homem espiritual em evolução, que o habita; 4+5 = 9.

A forma espiroidal do nove o faz aparentar-se com o círculo (ou espiral fechada) que é o zero: é um dos aspectos do Ouroboros, a serpente que morde a própria cauda, e é a representação de qualquer círculo.

O nove subentende, conclui e aperfeiçoa o oito pela unidade (8+1 = 9). Os oito trigramas chineses provêm de um centro (a unidade) e são distribuídos no espaço segundo a disposição do quadrado mágico 3 ao quadrado: são os nove espaços ou céus chineses.

A cosmogonia e a teogonia druídicas estão inteiramente resumidas nas tríades dos bardos antigos, em número de 81 tríades – 81= 9 x 9.

Os três círculos fundamentais de que trata essa doutrina (Gwenwed, Abred, Keugant) têm, como valor numérico respectivo: 9, 27 (9 x 3) e 81 (9 x 9).

O livro do “Tao-te-King” tem 81 capítulos.

Diversas tradições falam de nove céus sucessivos ou concêntricos.

A Árvore da Vida, estudada na Cabala, descreve os Sephirot de 1 a 9 como emanações sucessivas de Deus, o Incriado (Ain Soph). A nona Sephira é Yesod, o Fundamento, a Base. A décima Sephira é Malcouth, a Terra, representada pelo homem.

A Cabala ligou o número nove à Lua, regente da evolução material.

Todos os homens mantêm uma relação com a criação e a geração. No que concerne ao nove, ele está ligado á gestação que dura nove meses nas mulheres, isto é, 10 lunações.

Gérard de Nerval, em “Les iluminés ou les précurseurs du socialisme”, cita que “o número nove é particularmente gerador e místico; multiplica-o por si mesmo e encontrareis sempre 9…”

Na agricultura biodinâmica, o ciclo completo da preparação do composto dura nove meses.

Os ciclos de nove dias sempre tiveram um significado particular: daí as novenas. Depois da morte de um Papa, celebram-se missas pelo repouso de sua alma durante nove dias, com nove absolvições, que representa o tempo de gestação antes do nascimento espiritual.

Nove é o número da inspiração e, por conseguinte, o número das realizações harmoniosas, sobretudo nas artes.

As Musas da Mitologia grega, filhas de Zeus e Mnemósine, são nove: Clio, Calíope, Melpómene, Talia, Euterpe, Erato, Terpsícore, Polínia, Urânia, que presidem, respectivamente à História, Eloqüência e Poesia heróica, à Tragédia, à Comédia, à Música, à Poesia Amorosa, à Dança, à Poesia lírica e à Astronomia.

No Evangelho há nove beatitudes.

O nove simboliza a plenitude dos dons, a recompensa dos sofrimentos, a passagem do oito para o nove – da necessidade do que é material para a liberdade.

É um número de poder espiritual.

E, uma leitura atenta da Bíblia permite registrar, exatamente 360 vezes a expressão “não temas” – ou seja, pelo menos uma palavra tranqüilizadora para cada dia do ano (3 + 6 + 0 = 9). Fonte: Norma Estrella

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