Há uma matemática cósmica, que funciona com absoluta precisão.

O problema está em descobrir e aplicar essa matemática.

As palavras de Paulo de Tarso, “Há mais felicidade em dar do que em receber”, resumem essa lei do Universo.

No plano dos finitos, que o “ego” conhece, a matemática do dar implica perder – mas no plano do infinito, que o “eu” saboreia, a matemática do dar implica ganhar.

O dar se processa na horizontal dos finitos, mas o receber vem da vertical do infinito.

Se o homem dá algo com o secreto desejo de receber outro tanto, é puro egoísmo, cedo ou tarde sofrerá o impacto negativo de sua atitude.

As leis cósmicas não admitem burla.

As leis cósmicas não cooperam com nenhuma atitude anti-cósmica.

É precisamente aqui que está o “pivot” do problema: dar com 100% de pureza e desinteresse!

Haverá entre mil doadores um só dessa natureza?

Francisco de Assis, Dom Bosco, Mahatma Gandhi, Jesus Cristo são provas dessa verdade.

Mas como pode alguém dar sempre e não se esgotar nunca?

É que esse dar na horizontal dos Finitos correspondente um receber na vertical do Infinito e, como o Infinito não é a soma total dos Finitos, aquele nunca se esgota nem diminui com a irradiação destes.

A matemática cósmica garante que o jubiloso doador horizontal seja sempre um inesgotável recebedor vertical.

O doador não dá em quantidade com o fim de receber em qualidade; dá incondicionalmente: Mas existe uma lei cósmica, inexorável, que enche com qualidade a quem se esvazia em quantidade, e essa lei funciona infalivelmente, quer o homem saiba, quer não saiba.

Por vezes, esse enriquecimento espiritual se manifesta no plano material; por vezes, o milionário de bens divinos se torna também milionário de bens humanos – mas isto apenas lhe acontece, é apenas uma espécie de sombra casual que acompanha a luz.

Tentar ser espiritualmente rico a fim de se tornar materialmente próspero, é agir contra o espírito da matemática cósmica.

Libertação de qualquer espécie de escravidão é o requisito necessário e indispensável para que a matemática cósmica do Universo funcione em toda a sua plenitude.

Por  Huberto Rohden

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