A Defensoria Pública de São Paulo conceitua a violência obstétrica como “a apropriação do corpo e processos reprodutivos das mulheres por profissionais da saúde, por meio de tratamento desumanizado, abuso de medicalização e patologização dos processos naturais, causando perda da autonomia e capacidade de decidir livremente sobre seus corpos impactando na sexualidade e negativamente na qualidade de vida das mulheres”.

Situações que podem ser usadas como exemplo são:

a) Negar atendimento à grávida;

b) Dificultar o atendimento à grávida;

c) Negar água à grávida;

d) Não dar alimentação à grávida;

e) Destratar à grávida;

f) Não prestar auxilio à grávida;

g) Gritar com à gestante;

h) Impedir a escolha de forma e de local em que o parto ocorrerá,

i) obrigar à grávida a se submeter a uma cesárea:

j) obrigar  à episiotomia (corte na vagina), por interesse ($$$) ou conveniência do profissional da saúde;

k) Proibir a entrada de acompanhante

O tratamento desumano na gestação e parto possibilita que a mullher tenha reações semelhantes às de vítimas de estupro, passando a rejeitar o próprio corpo, temer relações sexuais, além do pavor de uma nova gestação ou ansiedade por outra na tentativa de substituir as péssimas memórias.

Ao se observar que houve a ocorrência da violência obstétrica, exija cópia dos prontuários médicos e hospitalares da grávida e do bebê, separe uma pasta e anote os fatos com datas e horas e, após e busque auxílio de um advogado a fim de ter seus direitos respeitados.

O hospital, o médico, enfermeiras e também o plano de saúde podem ser responsabilizados.

Foto por Projeto 1:4 – Retratos da Violência Obstétrica

Anúncios