Casamento indiano - Foto TV Globo/ Renato Rocha Miranda

O divórcio tem tudo a ver com o amor. Em sociedades onde os casamentos são arranjados, ou seja, contraídos por interesses sociais e financeiros, não por amor,  há pouco divórcio.

Por quê?

O casamento “arranjado” é contraído por interesses diversos ou interesses das famílias.

A família é formada com o objetivo de constituir uma célula econômica e reprodutiva. A afetividade vem depois de estarem presentes os aspectos econômico, financeiro, político e social da vida.

Em nações da Ásia e da África, por exemplo, a maioria das culturas, quem “compra” o parceiro é a família da noiva, mas também há casos em que o noivo é quem bota a mão no bolso.

Outro caso é na  Tailândia em que  a família do homem precisa gastar, no mínimo, 24 quilates de ouro.

Na China, os aspirantes a marido trocam joias, ouro e até porcos pela amada.

E, nas tribos indígenas pomo, na Califórnia, EUA, elas precisam fazer cestas para o futuro cônjuge.

A antiga tradição na qual o noivo paga pela noiva é  comum no Turcomenistão, e as quantias, tornado-se cada vez mais altas. A tradição  de “pagar” pela noiva foi oficialmente banido durante o período soviético, mas tem voltaram acontecer as transações ou arranjos de casamento.

O pagamento pela noiva se denomina “Kalym” que  pode chegar a 10.000 US dólares. Os maiores preços pagos por casamentos com mulheres com nível universitário, ou trabalhando no setor público, ou com algum talento em artesanato tradicional.

Existem  povos ciganos na Ásia Ocidental, Europa e América Latina, em que o noivo deve pagar um valor em dinheiro e, para dar um toque mais doce, oferece também uma garrafa de vinho ou conhaque especial.

Há tribos ciganas que cultuam colocar o dinheiro dentro de um pão que significa o casamento ser um  presente de Deus.

No sul do Sudão, as mulheres de ótimas famílias, bonitas e requisitadas podem valer 100 cabeças de gado. Ocorre que mesmos os noivos que não têm grana para comprar o gado desejam casar com as mais desejadas e tentam roubá-las para casar.

Enquanto isso em  Uganda, o homem é que define a quantidade de vacas, cabras e galinhas que a parceira vale. Essa prática do dote torna a mulher refém do marido em casos de violência doméstica, pois ela só consegue se divorciar se reembolsar o valor.

Na Índia, o costume da prática do dote para arranjar bom casamento é proibido desde 1961, mas continua em voga. As consequências são trágicas: segundo a BBC, 80% das dívidas contraídas em bancos é para bancar o dote.

O Estado Chhattisgarh foi desmembrado em  2000, tendo o critério sido a língua chhattisgarhi. As principais cidades do estado de Chhattisgarh incluem Bhilai e a capital, Raipur. Bem,  pasmem que no estado de Chhattisgarh, a família da noiva não paga em grana, mas com nove espécies diferentes de cobra. Então, o comércio de casamentos de lá, além de vestidos e adereços próprios para noivas,  também conta com  25 mil encantadores de serpente na região, especializados na missão casamento.

Podemos concluir que o divórcio é um ato que deriva do casamento que foi contraído  por amor e não um casamento arranjado por objetivos diversos dos interesses afetivos e do coração.

FONTES:Livros Listomania, vários autores, e Contemporary Consumption Rituals: A Research Anthology, de Cele C. Otnes e Tina M. Lowrey; sites BBC, National Geographic, Thai Embassy, eHow, Indian Territorry, Sudan Tribune, Info Please, gypsyweddings.org e gracebiblecs.org

Crédito da foto: Casamento indiano – Foto TV Globo/ Renato Rocha Miranda

Advogada Linda Ostjen

lindaostjen@gmail.com

linda@ostjen.com

 

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