A paisagista Elaine Perez, foi brutalmente espancada em seu próprio apartamento, por Vinicius Batista Serra, que foi preso em flagrante.

Elaine contou que Vinicius pediu que ela deitasse em seu ombro, para que eles dormissem abraçados foi o que apareceu na TV e jornais. Ela disse que acordou com os golpes do agressor, que desferiu inúmeros socos contra o seu rosto, a atirou no chão, atacou com mordidas e gritou xingamentos.

Elaine conseguiu gritar por socorro e foi ouvida por vizinhos e funcionários do condomínio em que mora.

A agressão deixou o rosto de Elaine desfigurado, além de hematomas, ferimentos pelo corpo e, com certeza, na alma. O crime foi registrado na 16ª Delegacia de Polícia (Barra da Tijuca/RJ), onde o caso está sendo tratado como tentativa de feminicídio.

Eu não vou falar que Elaine deveria ter sido mais diligente e não deveria ter convidado o louco para entrar no seu lar. Isso é obvio.

Elaine foi imprudente porque busca o amor.

Amor é um sentimento nobre, construtivo e faz bem a alma. Amor é conjunto de atitudes. E amor não machuca.

Amor é a somatória de escolhas que se faz para si e para o parceiro para alimentar um ciclo relacional.

Não precisa nem falar “Eu te amo” e tampouco publicar em rede social foto com declaração de amor se você age diferente.

Não vale dizer que ama, mas despreza, é indiferente, não trata bem, não valoriza, pisoteia, humilha e trai.

Falar que ama é apenas uma parte da dinâmica do relacionamento. Vale muito pouco as palavras quando as atitudes não são convergentes.

Amor é movimento, acolhimento e atitude.

Falar e escrever “eu te amo” é só um pedaço de um todo, porque o eu te amo está em cada movimento e em cada renúncia.

Que a experiência da Elaine sirva de exemplo para que tenhamos mais prudência no amor.

Linda Ostjen