Experimentamos dias estranhos onde a única certeza é a instabilidade social, econômico, emocional que vamos ter nos próximos meses, mas, ainda,  ocorrem os problemas nas famílias pela falta de consideração e respeito.

A minha frase é “Porque a vida é mais interessante que a ficção” cai como uma luva para descrever o que tem sido nestes últimos dias.

Não vou tratar agora da suspensão das atividades da justiça ou o fechamento do shopping, por exemplo,  hoje vou contar para vocês os acontecimentos em decorrência da suspensão das aulas em razão das medidas de preventivas ao COVID-19 em Porto Alegre.

A maioria dos genitores separados encontram dificuldades para estabelecer a divisão de tempo e de responsabilidades com os filhos em comum, pois não há previsão na ata da audiência para uma pandemia universal.

A suspensão das atividades escolares e suspensão das atividades esportivas dos filhos, sem tempo determinado, muda o acordo entre os genitores ou a determinação judicial e há pais em colapso.

Como se não bastasse todas as preocupações com a saúde e as medidas de prevenção contra o vírus, os genitores não conseguem estabelecer um plano para ambos cuidarem dos filhos que têm em comum sem a determinação judicial. Mas vão ter que conseguir.

Importa que os genitores, por gentileza, formatem o acordo entre si, com divisão de tempo equilibrada como, por exemplo, 7 dias na casa de cada um.

Vale a utilização da convivência virtual nos casos em que há dificuldade de transporte um dos genitores em estar com o menor.

Importa ressaltar que a  Constituição Federal garante a toda criança e adolescente: o direito de se desenvolver em contato com ambos os núcleos familiares.

A convivência familiar é um direito do filho.